Dia 8 de março: Dia Internacional da Mulher

08/03/2017 09:16

Neste dia 8 de março, lembramos da luta das mulheres por igualdade de direitos e valorização. Este ano foi organizado internacionalmente uma paralisação para evidenciar a importância do trabalho das mulheres na sociedade. Temos inclusive na UFSC, a SAAD (Secretaria de Ações Afirmativas e Diversidade), um setor que aderiu à greve internacional das mulheres, colaborando com este importante evento. Em novembro de 2015, a Agecom publicou o UFSC Explica: Feminismo, parte da série que oferece o viés acadêmico, com participação de pesquisadores da Universidade, sobre assuntos em evidência na sociedade. As respostas são da professora Cristina Scheibe Wolff, do Departamento de História da UFSC. Wolff é doutora em História pela Universidade de São Paulo (USP), com pós-doutorado nas universidades de Rennes (França) e Maryland (Estados Unidos). Atualmente, atua como coordenadora do Programa de Pós-Graduação em História e do Laboratório de Estudos de Gênero e História, é uma das editoras da revista Estudos Feministas, além de integrante do Instituto de Estudos de Gênero da UFSC. Sua pesquisa atual trata das relações de gênero na resistência às ditaduras no Cone Sul, nos anos 1960-1980, e do feminismo. Abaixo a entrevista há uma lista de sugestões de leitura levantadas pela professora e grupos de pesquisa da UFSC que trabalham a questão.

Mulher vota na primeira eleição aberta ao voto feminino no Brasil, em maio de 1933, no Rio de Janeiro. Fonte: Agência O Globo.

1. O que é feminismo?

Em minha opinião, podemos falar de feminismo de duas formas: feminismos são movimentos de mulheres contra a opressão, preconceitos e violências que sofrem por serem mulheres, ou seja, baseados no gênero. E, ao mesmo tempo, feminismo é um conjunto de ideias que se contrapõe às construções de gênero vigentes na nossa sociedade, que implicam uma superioridade masculina. Nesse sentido, o feminismo propõe a equidade entre mulheres e homens, em termos de direitos, lugares sociais, possibilidades.

2. Podemos considerar o feminismo um movimento homogêneo? Quais as principais diferenças entre as vertentes?

Existem muitos tipos e formas de movimentos feministas. Certamente o feminismo no Brasil não pode ser o mesmo que o feminismo no Egito ou na Índia, onde as opressões que as mulheres sofrem são diferenciadas.  Além disso, mesmo no Brasil há diferenças nas reivindicações e nas perspectivas de vários grupos feministas. Por exemplo, vários grupos de mulheres negras chamam atenção para a dupla opressão que essas mulheres sofrem em seu cotidiano.

3. Como e quando surgiu o feminismo? Quais suas raízes históricas anteriores?

Embora muitas mulheres tenham se insurgido ao longo da história contra a opressão e os preconceitos, foi no final do século XIX que surgiu um movimento organizado por mulheres, que reivindicava, naquele momento, o direito ao voto e à educação para as mulheres, que foi denominado feminismo. Esse movimento começou na Inglaterra e nos Estados Unidos e logo se espalhou em vários países, inclusive no Brasil e na América Latina. As mulheres reivindicavam através de folhetos, jornais, passeatas e outros tipos de manifestação pública.

4. Por que se fala em “ondas” do feminismo?

Muitas vezes se usa o termo “ondas” para diferenciar diversas “fases” do feminismo, entendendo que as ondas vêm e vão e se sobrepõem; e, portanto, não são fases que terminam abruptamente.  O sufragismo, ou luta pelo voto das mulheres, foi considerado como a primeira “onda” do feminismo, e o feminismo que surgiu a partir da segunda metade do século XX, mais preocupado com outras reivindicações como o direito ao próprio corpo, a luta contra a violência de gênero e igualdade no espaço de trabalho é visto como de “segunda onda”.

5. Como o feminismo chegou ao Brasil e como se desenvolveu aqui? Quais as diferenças hoje entre o movimento no país e fora dele?

Desde o século XIX pelo menos temos feministas no Brasil. Em 1838, a escritora e professora Nísia Floresta publicou o livro Direitos das mulheres e injustiça dos homens, no qual defendia as ideias expostas por Mary Wollstonecraft  no seu texto A Vindication of the Rights of Woman. Mas foi a partir da República que começa a haver um movimento mais articulado de mulheres, que, já no século XX, tem a liderança de Bertha Lutz e vai conquistar o voto para as mulheres em 1933. Além disso, grupos de mulheres anarquistas e operárias já se reuniam.  É no ano de 1975, porém, Ano Internacional da Mulher, que, em plena ditadura civil-militar, aparecem novos jornais e grupos feministas, inaugurando uma nova onda desse movimento no Brasil.

Manifestação pelos direitos  das mulheres em São Paulo, 2015. Fonte: Mídia Ninja.

6. Qual a importância do feminismo para os homens e como eles podem se posicionar?

O feminismo não é contra os homens, e sim a favor de uma relação mais igualitária e justa entre homens e mulheres. Ele é um movimento e um conjunto de ideias que pretendem uma humanidade melhor, uma sociedade menos hierárquica, em que as pessoas não sejam constrangidas pelo gênero nas suas escolhas e possibilidades e em que as violências não possam ser justificadas pelo gênero. Dessa forma, acredito que os homens podem e devem se posicionar a favor do feminismo.

7. A palavra feminismo ainda assusta? Por quê?

Durante muito tempo as feministas foram ridicularizadas, e ainda hoje é comum que se insultem as mulheres que lutam por seus direitos e por uma sociedade mais justa, confundindo essa luta com uma “falta de feminilidade”. Isso acontece justamente porque na nossa sociedade a feminilidade foi muitas vezes construída com características como a meiguice, suavidade, fraqueza, vulnerabilidade. Mas a história nos mostra que as mulheres são fortes, sempre trabalharam, sempre sustentaram sua família e inclusive aguentaram muita violência. Está na hora de construirmos outras feminilidades.

8. Por que o feminismo ainda é necessário hoje?

Porque a violência de gênero é muito grande e comum; porque as mulheres têm em média renda 30% menor que a dos homens; porque muitos ainda acham que as crianças, pessoas idosas e trabalhos domésticos são responsabilidades das mulheres; porque as meninas são julgadas por sua aparência física mais do que por sua inteligência; porque há profissões que são consideradas mais masculinas ou mais femininas; porque muitos homens acham que não devem chorar, cuidar dos filhos ou parecer “muito sensíveis”, e que podem bater nas mulheres ou estuprá-las. Por tantas razões ainda!

 

Sugestões de leitura:

Revista Estudos Feministas, disponível no site www.ieg.ufsc.br e no www.scielo.br/ref

PINTO, Céli Regina Jardim. Uma história do feminismo no Brasil. São Paulo: Editora Fundação Perseu Abramo, 2003.

PINSKY, Carla B.e  PEDRO, Joana Maria (Orgs.) . Nova História das Mulheres no Brasil. São Paulo: Contexto, 2012.

WOLFF, Cristina Scheibe ; SALDANHA, Rafael Araujo . Gênero, sexo, sexualidades Categorias do debate contemporâneo. Retratos da Escola, v. 9, p. 29-46, 2015. Disponível em http://www.esforce.org.br/index.php/semestral/article/view/482

 

Grupos da UFSC com Pesquisa em Gênero e Feminismo:

Grupo de Estudos Pós/Descoloniais e Afro-Latino-Americanos (Gepala).

Laboratório de Estudos de Gênero e História (LEGH).

Núcleo de Pesquisa Modos de Vida, Família e Relações de Gênero (Margens) .

Núcleo de Estudos sobre Agricultura Familiar (NAF).

Núcleo de Antropologia Audiovisual e Estudos da Imagem (Navi) e Grupo De Antropologia Urbana e Maritima (GAUM).

Núcleo de Identidades de Gênero e Subjetividade (NIGS)

Núcleo de Literatura e Memória (nuLIME).

Nota de esclarecimento – Edital 01/2017/PRAE – Normas para elaboração do cadastro PRAE

07/03/2017 10:05

Prezados estudantes,

Em relação à entrega dos documentos listados no Edital 01/2017/PRAE (Normas para elaboração do cadastro PRAE), solicitamos as seguintes providências:

– Os documentos de identificação pessoal do estudante ou familiar (certidões, RG, CPF), comprovantes de residência, contra-cheques e extratos bancários devem ser entregues em cópia simples.
– Cópias da carteira de trabalho devem ser apresentadas acompanhada da original ou em cópia autenticada.

Demais documentos devem ser entregues conforme determinado pelo referido Edital.

Edital 01 – Normas para elaboração do cadastro PRAE

Atenciosamente,

Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis

Palestras sobre a Assistência Estudantil

03/03/2017 13:20

Estudantes,

No dia 06/03 começam as aulas e sabemos que os calouros e veteranos sempre têm muitas dúvidas sobre a Assistência Estudantil. Por isso, vamos  fazer alguns encontros para que vocês saibam de todas as informações relacionadas ao setor.

Veteranos, não deixem de participar da palestra! Não conseguiremos atender a todos, individualmente, então, aproveitem esse momento para esclarecer todas as suas dúvidas.

 

Bate-papo com os calouros: O que é a permanência estudantil?

Temas abordados:  Assistência Estudantil, Cadastro PRAE, Validação de Renda, Bolsa Estudantil, Auxílio Moradia, Isenção do RU.

Data: 07/03/2017 (terça-feira)

Horário: 12:30/ 13:30 – Matutino – local Sala A110/ – Bloco A

15:30h/16:30h – Vespertino – local Sala A213 – Bloco A

 

Palestra com os Veteranos: Mudanças na assistência estudantil em 2017

Tema: Mudanças na Assistência Estudantil, Cadastro PRAE, Atualização, Renovação Cadastro, Renovação Bolsa Estudantil.

Data: 13/03/2017

Horário: 12:30h / 13:30h

Local: 213 A/ Bloco A 

Agendamento para entrevista e entrega de documentação para o Cadastro PRAE

03/03/2017 12:47

Prezados estudantes,

Estão disponíveis horários de atendimento com as assistentes sociais através do link: https://agendaprae.sistemas.ufsc.br.

Atenção! No mês de março, serão priorizados os agendamentos de estudantes que ainda não possuem cadastro da PRAE.

Para os estudantes que já são atendidos pela Assistência Estudantil e precisam atualizar o Cadastro PRAE existem duas possibilidades:

1ª) Mês de Março: somente poderão atualizar o cadastro os estudantes que tenham situação de óbito, nascimento ou desemprego na família. Nesse caso, devem entregar a documentação para o assistente em administração em um envelope, na sala A122. A documentação entregue deve estar em consonância com o edital nº 01/2017/PRAE, DE 17 DE Fevereiro de 2017.

 

2ª) Mês de abril: caso a sua situação não seja contemplada no item 1, o estudante deverá proceder com agendamento de entrevista para a entrega da documentação comprobatória da situação que deseja alterar, não sendo necessário entregar TODOS os demais documentos, solicitados pelo Edital de elaboração do Cadastro. Lembrando que para essa modalidade o período de atualização é do dia 03/04/2017 ao dia 08/07/2017.

Cadastro PRAE – disponibilização de horários de atendimento por meio do Sistema de Agendamento Eletrônico (SAEP)

21/02/2017 08:52

Prezados Estudantes,

Com referência ao Edital n.º 01/2017/PRAE, que trata das normas para elaboração do cadastro PRAE, informamos que a Coordenadoria de Assistência Estudantil (CoAEs) disponibilizará na quinta-feira, dia 23/02/2017, horários de atendimento por meio do Sistema de Agendamento Eletrônico da PRAE (SAEP).

Os horários serão para atendimento a partir de março de 2017 e exclusivos para estudantes que ainda não possuem cadastro na PRAE. Para estudantes que já possuem cadastro e desejam fazer atualizações na sua situação socioeconômica, deverão aguardar os horários de atendimento a partir do mês de abril, que serão disponibilizados na última semana de março.

A publicação dos editais dos programas de assistência estudantil, inclusive de renovação da Bolsa Estudantil, serão publicados a partir do início do semestre letivo.

Agende seu horário no SAEP